Próteses cimentadas

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Figura 1 – Clique para ampliar

A prótese cimentada é altamente dependente de técnica cirúrgica, principalmente porque o cimento ósseo não é nem funciona como uma “cola”. Sendo assim, a interface osso-cimento com excelente penetração do cimento no osso propicia uma fixação durável e o cirurgião manipula esse cimento durante a operação. A composição química do cimento permanece essencialmente a mesma durante décadas. O que mudou com o avanço da técnica cirúrgica foi a preparação do leito ósseo para a cimentação, onde antigamente quase não havia a remoção de sangue e restos ósseos do canal femoral; o cimento era introduzido da direção do colo do fêmur para baixo com a mão, em estado pastoso antes de se solidificar e sua pressurização era feita manualmente; isso resultava em má penetração do cimento no osso e camada de cimento inadequada, com subseqüente delaminação do cimento nessa interface de contato.

Estudos demonstraram que o aumento na pressurização do cimento aumentava também a penetração deste nos interestícios ósseos, o que está associado a melhora da capacidade do sistema de suportar forças de tensão e cisalhamento. Mais que isso, estudos também demonstraram que a limpeza mecânica do leito ósseo que vai receber o cimento sob pressão com lavagem pulsátil e a colocação de cimento na fase líquida de forma retrógrada, ou seja, de dentro para fora do canal medular do fêmur aumenta ainda mais a penetração do cimento e com isso a qualidade da cimentação e a durabilidade do implante.

Há um famoso registro de todas as próteses feitas na Suécia, que é a referência para muitos estudos a respeito da durabilidade das artroplastias.

Os suecos foram muito felizes ao implantar um registro de seguimento das próteses feitas no país todo praticamente desde que iniciaram as operações de substituição articular. Como consequência, somente eles, no mundo todo, têm os dados mais antigos sobre a durabilidade e comportamento a longo prazo das próteses lá realizadas.

http://www.jru.orthop.gu.se

Os resultados demonstrados nesse registro, a médio e longo prazos com as próteses cimentadas estão publicados e são muito bons. Dados esse resultados, e com a experiência de Exeter, cidade inglesa onde foi desenvolvida a prótese com o mesmo nome pelo Dr. Robin Ling, demonstrando excelentes resultados com esse tipo de prótese a longo prazo, publicou-se que o cimento não deve ser relegado como uma opção inferior de fixação mas sim a fixação de escolha na maioria dos pacientes que são submetidos à artroplastia total do quadril.

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